Átila pede ao governo Lula que suspenda operação contra garimpeiros

Notícias de Brasília

O deputado federal Átila Lins (PSD-AM) foi à tribuna da Câmara, nesta quarta-feira (30), fazer um apelo ao presidente Lula da Silva, aos ministros da Justiça e do Meio Ambiente, Flávio Dino e Marina Silva, respectivamente.

Lins tratou da operação do Ibama e Polícia Federal que está ocorrendo contra 6 mil garimpeiros que atuam nas cidades de Humaitá Manicoré e toda a calha do rio Madeira. A região é formada ainda pelos municípios Novo Aripuanã, Borba e Nova Olinda do Norte.

Dessa forma, o decano da bancada do Amazonas e da Câmara dos Deputados, pediu que as autoridades determinem a suspensão da operação. De acordo com Lins, essa ação policial, sem buscar o entendimento, cria um clima de beligerância que não é bom para o país.

A operação começou na última segunda-feira (28), em Novo Aripuanã/Borba e está descendo o rio. Mas esses garimpeiros, na opinião do parlamentar, são extrativistas mineral familiar, pois, além de as balsas serem instrumento de trabalho, servem também de moradia às famílias.

“Garimpeiros são extrativistas mineral e a grande maioria já possuiu uma carteira profissional de extrativista familiar para poder exercer legalmente essa atividade, mas não houve por parte do governo federal e do estado o restabelecimento destas carteiras”, informou Lins.

Radicalismo

Dessa forma, na avaliação de Átila Lins, a busca do diálogo com os garimpeiros, pelas das cooperativas, só leva ao radicalismo.

“É preciso entender que ali tem famílias inteiras trabalhando para o sustento de suas famílias. Ali não tem bandido, mas pessoas bem intencionadas que trabalham para sobreviver’, discursou.

E assim prosseguiu o decano:

Portanto, não adianta queimar dragas, estabelecer o confronto. Mas, buscar o entendimento e encontrar caminhos para regularizar o funcionamento dessas atividades”, ressaltou Átila Lins.

Apelo público

Por tudo isso, Átila Lins fez um apelo ao governo federal para que interrompa a operação até que seja encontrada uma saída para que as pessoas não sejam tachadas de criminosos.

Visto serem, na verdade, homens e mulheres trabalhadoras, que buscam de forma digna o sustento de suas famílias nessa ativade.

“Por fim, os governos federal e do estado têm que buscar o diálogo para que esses homens e mulheres possam fazer sua atividade de forma digna, atendendo os preceitos legais e ambientais”, disse Átila Lins.


Foto/divulgação

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